Professores retornam às salas de aula em estado de greve
Categoria acatou proposta da direção ampliada de implantação imediata de um “piso possível”
Os trabalhadores da rede estadual de ensino voltam às salas de aula a partir desta segunda-feira (14), mas permanecem em estado de greve. A decisão foi aprovada em assembléia geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), nesta sexta-feira (11). A categoria acatou a proposta da direção ampliada de implantação imediata de um “piso possível”, calculado com base na aplicação dos recursos constitucionais, reafirmando a integralização do piso de R$ 1.050,00 até dezembro deste ano.
Segundo o presidente do Sintep/MT, Gilmar Soares Ferreira, a categoria está fortalecida. “Nas principais cidades do Estado, 100% das atividades foram paralisadas”. O presidente ressaltou que a decisão de hoje não significa abandono da campanha salarial. “Nós continuamos na luta pelo piso, cientes de que Mato Grosso pode e deve valorizar os professores, principalmente porque estudos realizados pelo Sintep e pela Seduc (Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso) comprovam a viabilidade do piso reivindicado”.
Também serão realizados atos públicos nos municípios nas datas estipuladas para avaliações quadrimestrais da receita do Estado: 15 de maio e 15 de setembro deste ano e 15 de janeiro de 2009. Para Gilmar Soares, o piso deve estar acima da proposta feita anteriormente pela Seduc, de R$ 912,00. “O governo deve fazer a sua parte. O R$ 1.050,00 é possível, basta que sejam aplicados os 25% dos recursos constitucionais, incluindo a parcela do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Destes 25, 65% devem ser gastos em salários, considerando o crescimento da receita”.
Durante a assembléia, o representante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) em Mato Grosso, Rarikan Heven, manifestou apoio à luta do Sintep/MT em nome da entidade. “Vemos agora a possibilidade de debate sobre os rumos da educação. Entendemos que a qualidade no ensino depende da formação continuada e da valorização dos professores”. Rarikan reiterou que o piso reivindicado pela categoria “ainda é pouco” pela representação que possui junto à sociedade.
Os trabalhadores definiram realização de Conselho de Representantes para os dias 24 e 25 de maio e assembléia geral para o dia 26 de maio, quando o movimento será reavaliado.
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